Press "Enter" to skip to content

Calado é um poeta!

Compartilhe

Silêncio do Presidente da República nas últimas semanas é reconfortante. Contudo, para o Brasil, seu silêncio é tão preocupante quanto sua costumeira falta de educação.

Todos se recordam da icônica frase do “baixinho” Romário ao se referir a Edson Arantes do Nascimento: “Pelé calado é um poeta. Quando abre a boca, só fala m****. Tinha que colocar um sapato na boca”.

Em grande verdade, não se sabe a origem e nem aplicação desta frase, porém desde a utilização pouco usual por parte do ex-futebolista, esse dito se tornou mais do que conhecido no cotidiano dos brasileiros.

Nesse sentido, com o silêncio atual do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, esta frase nunca fez tanto sentido e nunca se encaixou tão bem.

O tom ameno e as poucas palavras que o Presidente vem adotando nas últimas semanas, têm servido de poesia aos mais de duzentos e dez milhões de brasileiros, que acostumados com sua grosseria, inabilidade com as palavras e total ausência técnica para o cargo que ocupa, vem louvando aos céus essa trégua.

Entretanto, esse silêncio pode ser tão desassossegador quanto os dizeres inomináveis proferidos pelo chefe do poder executivo federal, no exercício do cargo e também anteriormente a função que ocupa.

Devemos recordar primeiramente, que a política da mordaça voluntária começou no dia da prisão do seu braço direito, Queiroz. A partir de então, Bolsonaro vem realizando o regramento das suas palavras, mas não das atitudes do seu governo.

Isso porque, durante esse lapso temporal, a União tentou barrar a aprovação do FUNDEB, deu apoio para a aprovação do marco legal do saneamento, utilizou a Seopi (Secretaria de Operações Integradas) de forma ilegal para investigar policiais e professores antifascistas, vetou projeto que priorizaria auxílio emergencial a mulher provedora, dentre outras muitas coisas.

É dessa maneira, que precisamos ficar atentos, porque mesmo com a boca fechada, mesmo sendo esplendoroso aos nossos ouvidos, nos bastidores desse total silêncio, o governo atua de todas as maneiras para tentativas de retiradas de direitos.

É bem verdade que o silêncio é o primeiro passo. Mas ainda falta muito. É preciso exigir a saída imediata. Não há salvação fora de um Impeachment ou de um julgamento justo no Tribunal Superior Eleitoral.

Para finalizar, parafraseio Chico Buarque: Pai, afasta da gente esse cálice, de vinho tinto de sangue, porque queremos é viver outra realidade menos morta, com menos mentira e com menos força bruta.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *