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O brasileiro aguarda a segunda onda na praia

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Caro leitor, esse texto reflete a minha indignação com os nossos governantes e com parte da população que perdeu essa capacidade de se indignar. A pandemia não acabou. A vacina não surgiu. Embora para muitos pareça o contrário.

Iniciamos o mês de novembro e, até o presente momento, 3 de novembro de 2020, o Brasil já registrou mais de 5,5 milhões de casos da Covid19, destes, 160.272 mil pessoas tiveram suas vidas ceifadas por essa doença. Essa enfermidade, que se originou na China em dezembro de 2019, chegou a Europa em janeiro de 2020 e registrou seu primeiro caso oficial no Brasil em fevereiro deste ano. A pandemia foi se alastrando pela Europa e as medidas de segurança para evitar a dispersão foram tomadas por lá. No Brasil, o processo de isolamento social começou em meados de março, mas sem medidas extremas como a determinação de lockdown. Hoje a Europa já passa por uma segunda onda e o Brasil?

O Brasil segue realizando suas atividades contra a pandemia ao modo dos nossos políticos, o reflexo de uma profunda desorganização, falta de educação e com um pensamento voltado para o dinheiro. O pensamento a longo prazo não existe. A possibilidade de uma segunda onda é grande, mas o pensamento ocorre só no hoje, na reabertura total da economia. E depois? O depois quem sabe? Segunda onda em um país em que a curva de contágio se estendeu de forma grande por vários meses. Porque a descrença com o vírus é grande.

Vivemos em um país onde a aglomeração é o modus operandi da sobrevivência, seja para pegar um ônibus cheio em detrimento a ficar em um ponto escuro, seja pelo acolhimento em estar próximo a quem gostamos ou até mesmo pela simples falta de educação e a vontade de fazer festa a qualquer custo. O brasileiro é o reflexo dos nossos governantes. É o reflexo de um Presidente que desacreditou a todo momento as pessoas que a Covid19 era apenas uma gripezinha. São os nossos Governadores e Prefeitos que a cada dia vão liberando mais e mais as aglomerações. É, também, parte da nossa justiça que permite comícios com centenas de pessoas aglomeradas.

Somos Tailandia no Pará, que já recebeu os shows da Mariana Fagundes e do Raí Saia Rodada. Ambos lotadíssimos. Somos o Brasil dos shows em Drive in e que em Salvador as pessoas podem sair dos carros. Somos o Brasil da festa fechada do Carnaval de Olinda, que, até o presente momento, está marcada para ocorrer em fevereiro do ano que vem. Somos o Brasil das praias lotadas, das ruas do Leblon no Rio de Janeiro super aglomeradas.

Somos de fato o reflexo de quem gere o nosso país. Como pedir educação, paciência e comprometimento por parte do povo se o poder público é o principal fio condutor para a barbárie? Seguimos aguardando a segunda onda na praia e se tiver cerveja, caipirinha e um samba, será ainda melhor. Afinal é a cara do nosso verão ou, não é?  

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