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O Presidente estava certo!

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Por mais que não queiramos admitir, o Presidente da República estava certo, afinal o mesmo obteve 55,13% dos votos válidos e representa a maioria da população brasileira.

É costumeiro nessas terras tupiniquins ouvirmos que político nenhum presta e todos são “ladrões”.  A propósito, escuto estes argumentos desde que me conheço por gente. O que não escuto na verdade é que o parlamento e os chefes do Poder Executivo são na verdade a imagem e semelhança da população.

Nesse sentido, não há representação política em uma democracia, que não seja simétrica ao pensamento e aos anseios da maioria. De igual forma, o ser humano animal social que é, está exposto e suscetível a ser influenciado por essa maioria.

É o que chamamos de comportamento de manada ou efeito manada.

E quando este efeito ocorre, já não há muito o que se fazer.

Não importa o quão impactante a pandemia se apresenta, não importa quantos mil mortos ela tenha ceifado, o ser humano, em especial o brasileiro é avesso à alteridade, mesmo que estejamos falando de familiares em situação de risco. Da mesmíssima maneira, o brasileiro é contrário ao mínimo de disciplina possível, ainda que isso possa vir a proteger a si ou aos seus.

Karl Marx já elucidava que a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. E é exatamente a farsa da segunda onda que impera.

A população, inclusive a que foi contrária e ainda é aos discursos vociferantes do Presidente da República fingem tratar como tragédia, mas em grande verdade é que vivemos uma farsa.

Nada mais parecido como “E daí?” do Presidente no fim de abril ou “vamos todos morrer um dia” do também inominável chefe do Pode Executivo Federal nos primeiros meses de pandemia.

O vale pandemia está à solta. O discurso que só é dessa vez e que não aguento mais ficar em casa ganhou o apoio de quem jurou inclusive defender a saúde pública. Até mesmos alguns profissionais da saúde já nem se importam mais.

Até quem possui parentes internados preferem organizar festinhas, porque a pandemia já deu o que tinha que dar, não é verdade?!

Em Salvador, todas as praias estão interditas e proibidas no domingo, mas uma saidinha rápida não faz mal a ninguém, não é verdade?!

No Rio de Janeiro está proibido estacionar na orla, uma vez que as praias estão inacessíveis, mas ir pela manhã cedinho não prejudica ninguém, não é verdade?!

No Estado de São Paulo, a famosa 25 de março encontra-se abarrotada para compra dos presentes de fim de ano. Ao menos em caso de morte os bens materiais podem ser colocados sobre o caixão.

Caetano Veloso estava certo, haja vista que nessa terra a dor é grande e a ambição pequena, carnaval e futebol, quem não finge quem não mente quem mais goza e pena é que serve de farol.

No fim das contas, a imensa maioria só faz aquilo que o Presidente da República de maneira absurda dizia no início da pandemia. Estamos (quase) todos no mesmo barco, afinal é só uma gripezinha.

Por fim, não se esqueçam de por as máscaras para as fotos de fim de ano. Pode pegar mal.

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